Crise 2019 a 2023 e seus impactos

Resumen

Entender o que aconteceu entre 2019 e 2023 é a chave para tomar melhores decisões financeiras na próxima crise. Os ciclos económicos repetem-se, e quem identifica as suas tendências consegue atravessar uma recessão com muito mais paz financeira. Esta leitura é para ti, que queres deixar de reagir ao caos e começar a antecipá-lo.

Por que ninguém te pode dar uma bola de cristal financeira?

A verdade incómoda é simples: ninguém prevê com exatitude montantes, datas ou movimentos do mercado. O que existe são ferramentas e manuais para diminuir a incerteza.

O stress financeiro está a aumentar em grande parte da população, e é normal que queiras certezas. Mas a segurança não vem de fora, vem das tuas decisões. Pergunta aos teus pais e avós em que número de crise financeira estão. Vais perceber que a humanidade sobrevive sempre, e sai mais sábia.

O que é um ciclo económico? É a sequência natural de expansão, auge, recessão e recuperação que a economia atravessa de forma repetida. Compreendê-lo ajuda-te a identificar tendências antes que se tornem evidentes para o resto.

Nem tudo se explica, nem tudo tem resposta, nem tudo faz sentido, nem tudo é justo e nem tudo é lógico. Cabe a ti dar-te a segurança financeira de que precisas.

Como começou a desaceleração global em 2019?

2019 marca o arranque do desconforto económico que viria a explodir nos anos seguintes [01:55]. Os Estados Unidos e a China iniciam uma guerra comercial, ficando incomodados com os acordos que tinham alcançado, e a economia global desacelera.

Nesse mesmo ano, a Reserva Federal dos Estados Unidos baixa as taxas de juro várias vezes. Quando isto acontece, há mais dinheiro barato a circular, o que estimula o consumo mas também alimenta riscos futuros.

O que significa baixar as taxas de juro? Significa que pedir dinheiro emprestado fica mais barato, o que injeta liquidez na economia e incentiva o consumo e o investimento.

O que mudou em 2020 com a pandemia?

A pandemia da COVID-19 mostrou em direto como o ser humano é um agente irracional dentro da economia [03:20]. Alguns países estabilizaram, outros caíram, outros não conseguiram recuperar.

Os bancos centrais, quase todos em simultâneo, baixaram taxas de juro e injetaram estímulos fiscais para reativar o consumo. E aqui aparece a grande contradição:

  • A Amazon, a Apple e a Microsoft tiveram lucros recorde.
  • Milhões de pessoas perderam o emprego.
  • O preço do petróleo desceu, prejudicando fortemente a Arábia Saudita e a Rússia.
  • O turismo colapsou em países como o México, onde representa uma fonte de rendimento crucial.

Enquanto algumas indústrias afundavam, outras viviam o seu melhor ano. Habitua-te: assim funciona a economia. O lado bom é que cresceu a consciência sobre sustentabilidade e energias renováveis.

Como foi a recuperação em 2021?

Em 2021 o mundo começa a respirar. As taxas de emprego recuperam, e o investimento em tecnologia, serviços digitais e comércio eletrónico dispara. A pandemia provou ao mundo porque era tão importante apostar em inovação.

O ecossistema cripto evolui de forma marcante. As criptomoedas dão voz a investidores em todo o mundo e começam a democratizar os investimentos, um movimento fascinante porque empurra as pessoas a interessarem-se por economia e por legislação financeira.

Lembra-te: parte do que correu mal na crise de 2008-2009 teve origem em falhas de regulamentação. Por isso, ter cidadãos atentos à legislação é um avanço real.

O investimento em energias renováveis passa a ser prioridade para empresas e governos, e descobrimos que adoramos trabalhar à distância, o que volta a empurrar a inovação para criar novas formas de gerar receita.

O que marcou 2022 e 2023 nos mercados globais?

2022 trouxe a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, com impacto direto e negativo sobre a Europa. No mundo cripto, a blockchain volta a ganhar protagonismo e define as regras do jogo para 2023.

Segundo o Fundo Monetário Internacional, um terço da população, sobretudo na Europa, está em recessão ou prestes a entrar, podendo agravar-se se a guerra continuar. Dois terços, incluindo a América Latina, estarão em desaceleração económica.

Qual a diferença entre recessão e desaceleração económica? A recessão é uma queda sustentada da atividade económica durante vários trimestres. A desaceleração é um abrandamento do crescimento, ou seja, a economia ainda cresce, mas a um ritmo menor.

Como usar esta informação sem cair em hipocondria financeira?

Um aviso honesto: se acompanhar ciclos económicos te está a aumentar a ansiedade em vez de te ajudar, pára. Concentra-te nas tuas finanças pessoais, em decisões acertadas e em educação financeira contínua.

Identificar tendências serve para tomar melhores decisões em três frentes principais:

  1. Investimentos com mais critério e menos impulso.
  2. Compras grandes, como uma casa, no momento certo.
  3. Negócios e transações que exigem capital.

Quanto mais aprofundares em sociopolítica e economia mundial, mais ferramentas terás. Mas a certeza nunca virá do exterior, virá das tuas escolhas.

Deixa nos comentários que tendências achas que vão marcar os próximos anos. Vamos ver quem se aproxima mais do que vai realmente acontecer.