Curso de Habilidades y Estrategias de Coaching

Experiência profissional: a base para virar coach

Curso de Habilidades y Estrategias de Coaching

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Experiência profissional: a base para virar coach

Resumen

Ganhar experiência profissional é a competência que separa um coach que fala bonito de um coach que entrega resultados de verdade. Se você quer atuar como coach e educador, precisa entender de onde vem o conhecimento, quais problemas resolver e como ensinar de forma que a outra pessoa aprenda mais rápido. Isso vale para quem está começando e para quem já acumulou anos de prática.

As pessoas vão te testar. Quando alguém pergunta "afinal, sobre o que você dá coaching?", está medindo se você tem bagagem suficiente naquele assunto específico. E aqui a experiência conta mais do que qualquer diploma.

De onde vem o seu conhecimento como coach?

Existem duas fontes principais de conhecimento, e você provavelmente usa as duas sem perceber.

A primeira é o conhecimento teórico: aquilo que você adquire estudando, assistindo a vídeos ou consumindo conteúdo. Pode ser algo formal, como um diploma universitário, ou informal, como as coisas que você absorve todos os dias nas redes sociais.

A segunda é a experiência prática, o conhecimento de campo, adquirido colocando a mão na massa. E essa é a fonte que mais pesa quando alguém questiona sua autoridade como coach.

O que é experiência prática no coaching? É o conhecimento que você constrói resolvendo problemas reais no dia a dia, e não apenas estudando. Ela nasce da vivência direta, seja no sucesso ou no fracasso.

O que te motiva a ganhar experiência?

Cada pessoa acumula experiência movida por gatilhos diferentes. Identificar o seu ajuda a escolher os projetos certos.

  • Desafio: você gosta de problemas difíceis e aceita a tarefa pelo prazer de resolvê-la, mesmo que falhe.
  • Promoções: você topa projetos pela promessa de ganhar mais dinheiro ou subir na hierarquia.
  • Independência: você prefere tomar decisões por conta própria, dizer "sim" e "não" sem um gestor pressionando.
  • Equilíbrio: você busca projetos que permitam uma vida profissional feliz junto de uma vida pessoal rica.
  • Estabilidade: você rende mais com um salário previsível a cada duas semanas e uma rotina de trabalho estável.

E você? Qual desses motivadores fala mais alto na sua carreira? Não existe resposta certa, existe autoconhecimento.

Quais tipos de problema geram mais experiência?

Robert Katz desenvolveu, há décadas, um modelo que divide os problemas do trabalho em três tipos. Cada vez que você enfrenta um deles, ganha experiência tentando resolvê-lo.

  • Problemas técnicos: resolver algo concreto, como montar uma planilha no Excel ou definir uma paleta de cores.
  • Problemas conceptuais: analisar o que acontece no mercado e propor uma solução estratégica.
  • Problemas humanos: ajudar pessoas e equipes a se sentirem mais motivadas.

Pense em você agora: qual desses tipos você mais gosta de resolver? Essa preferência revela onde sua experiência cresce com mais naturalidade.

Como ser um bom educador dentro do coaching?

Ser educador também é uma carreira, e você precisa dominar teoria para virar um coach completo. Existem três modelos que todo educador deveria conhecer: o questionamento socrático, as inteligências múltiplas e a taxonomia de Bloom. Simples de nomear, poderosíssimos na prática.

Como funciona o questionamento socrático?

O questionamento socrático é a arte de ensinar sem dizer nada, apenas fazendo perguntas. Um bom coach socrático é treinado para fazer a pergunta certa no momento certo.

Ao elaborar uma pergunta para o seu coachee, considere três dimensões:

  • O que ele está aprendendo? (perguntas que ajudam a memorizar o conteúdo).
  • Como ele está aprendendo isso? (perguntas sobre o processo de aprender a fazer).
  • Quem é essa pessoa e como isso vai ajudá-la? (perguntas de reflexão e personalizadas).

O que é questionamento socrático? É um método de ensino baseado em fazer perguntas em vez de dar respostas prontas. Guia o aluno a construir o próprio raciocínio.

Como usar as inteligências múltiplas no coaching?

O conceito de inteligências múltiplas foi criado por Howard Gardner e trata de descobrir a melhor forma de cada aluno aprender. Existem oito inteligências diferentes.

Algumas pessoas aprendem mais rápido usando o corpo, porque têm inteligência cinestésica. Outras absorvem muito ao refletir e escrever no diário, porque têm inteligência intrapessoal.

Seu papel como coach é identificar qual inteligência predomina no seu coachee. Assim você desenha desafios sob medida, e ele aprende num ritmo muito mais acelerado.

O que é a taxonomia de Bloom e por que importa?

A taxonomia de Bloom descreve os processos mentais pelos quais passamos ao adquirir conhecimento. Ela é uma pirâmide que vai de competências mentais muito básicas até as mais avançadas.

Os iniciantes num tema costumam ser bons em memorizar e recordar fatos ou dados. À medida que avançam, executam processos mentais mais sofisticados, até chegarem ao nível de especialista, quando passam a criar conhecimento novo, como escrever livros.

Para que serve a taxonomia de Bloom no coaching? Para localizar em que estágio de aprendizado o coachee está e propor desafios que o façam subir mais um degrau na escada do conhecimento.

O desafio agora é seu: pense em uma coisa que você pode começar a fazer hoje para ganhar experiência como profissional e como formador. Escreva sua ideia no fórum de discussão. Vamos ler e comentar com todo o gosto. Agora, vá e surpreenda o mundo.